


Era noite, estávamos nós duas deitadas em cima do carro a olhar o esplendor da lua porque a horas atrás o carro parou no meio da estrada vácua e não mais funcionou. Mas o frio nos conteve e nos obrigou a entrar no carro.
Minutos após, vimos uma luz aparentemente de carro e tu saíste correndo em direção à estrada acenando com as mãos para cima e gritando. Com a iluminação da lua pude ver que era uma carreta e que havia escrito nela “Açougue”. Depressa corri e a puxei pelas mãos. Dois homens saíram de dentro da carreta correndo em nossa direção, um deles estava a segurar um gancho que parecia ser afiado, pois brilhara com a luz da lua e, enquanto um deles ficou a observar o que havia em nosso carro o outro correra atrás de nós.
Correndo, ficamos cansadas e parecia que a nossa má companhia não. Eu tropeçara e consequentemente tu comigo, mas o homem parecia ter caído também. Começamos a nos rastejar lentamente pelo chão quando de repente o gancho atingiu o meio dos nossos rostos que uniam-se sem pressa a aquele momento pavoroso, rapidamente nos levantamos e tornamos a correr. Paramos quando olhamos para trás e nada vimos. Decidimos subir numa árvore alta e lá ficamos por poucos minutos antes do homem chegar e ficar a olhar para todos os lados a nos procurar lá embaixo.
Ele nos caçara e nós o observáramos. De súbito percebemos uma cobra descendo pelo teu ombro, logo tu começara a chorar e eu tampei tua boca com a mão enquanto a cobra descia por nossos corpos em direção ao chão. A mesma se aproximou daquele homem que sentara encostado a árvore e ligeiramente o picou seguido de enrola-lo sobre seu invertebrado corpo e sufoca-lo até sua morte para sua degustação.
Após algum tempo ali paradas, encostei-me a árvore com as pernas ao meio daquele toco e tu ficastes ao meu meio, de costas e encostada em mim. Eu te alisara e sentira tua pele fria e arrepiada. Eu passara as mãos por tua perna direita, subindo vagarosamente por tua virilha, chegando a teu queixo virei devagar o teu rosto de forma que nossos lábios pudessem se tocar.
Enquanto nos beijávamos, eu desabotoara a tua calça e abria teu fleche com a mão direita. Beijando-te pausadamente, eu fazia movimentos leves e circulares na tua vagina por cima da tua calcinha que, logo em seguida pus minha mão por dentro da mesma e pude senti-la toda molhada.
Em seguida, fiquei extremamente excitada e, parando nosso beijo, te fiz sentar de frente para mim, pus tuas pernas por cima das minhas, te abracei forte e ofegante de excitação enquanto fazia movimentos por cima do teu clitóris entre delicadas mordidas e chupadas no teu pescoço. Assim, arrancando teus suaves gemidos de prazer enquanto eu já me sentia molhada.
Então deitei teu corpo ainda com as pernas por cima das minhas, levemente desci tua calça até tira-la e colocando-a abaixo do teu pescoço pra que não viesse a se machucar. Com tuas pernas abertas entre minha cintura, principiei a beijar teu abdômen, subindo com minha boca até teus seios juntamente a tua blusa e teu sutiã, imediatamente me pondo a chupa-los e aperta-los rodeando minha língua e minhas mãos por eles.
Tornei a descer com minha boca pelo teu corpo chegando a tua vagina e depressa lançando minha língua por toda ela, envolvendo minha saliva no teu gozo, sugando teu clitóris com movimentos variados e, com minha mão esquerda por baixo de tuas costas e a direita à minha vagina pelo período do tempo em que viemos a ter um orgasmo.
Posteriormente nos abraçamos de frente uma a outra, abraçamo-nos fortemente na forma que pudéssemos sentir segurança e não mais o medo. Eu olhei seriamente aos teus olhos que brilhavam com o reflexo da lua. Levei meus lábios de encontro aos teus iniciando um beijo calmo e te abraçando densamente.
A seguir, te ajudei a por tuas vestes, encostei-me à árvore e tu ficastes deita dentre minhas pernas com meus braços envolvidos ao teu corpo. Ficamos em silêncio enquanto erámos possuídas pelo sono e ouvíamos os sons que o vento causara nas árvores e suas folhas caíam sobre o solo molhado por orvalho. E no frio dormimos.
Ao acordarmos percebemos que, talvez, mas por um acaso tivemos o mesmo sonho/sensação da noite passada, assim percebemos ao olhar para baixo e não haver nada ou alguém morto como achávamos que havia. Então pulamos da árvore e com mina mão direita entrelaçada a tua esquerda caminhamos perante o nascer do sol até o nosso carro e a estrada vazia.
Ao entrarmos, olhamos a data que era 12/12/12 às 04h30, sorrimos umas para outra ao lembrarmos que seria o dia em que, possivelmente, o mundo acabara, quando vimos algo no céu que parecia uma estrela… Só que não, era um cometa que destruíra nossas vidas desgraçadas de felicidades. E assim terminamos nossas vidas em um beijo de morte. Mas quem sabe se na morte a vida não seria melhor?!
- Mandy L.
Tu não precisas perdoar-me. Nem deves. Somente o que tens a fazer é não mais vir me ver. Eu não mereço você, aliás, nunca mereci. E foi exatamente isso que sempre corroeu a minha alma… Desgastada fiquei quando fui capaz de trair-te. Naquele dia eu tirei o último pedaço de mim, aquele resto de coração que tu amavas. Não sinto-me digna de nada, bem menos de ninguém.
Não escrevas à mim cartas nem cartaz. Não espalhes teu amor por mim porque ele é infame, na verdade ele não existe… Ele não pode existir… Oh, não, não, não… Ele não pode existir isso não é digno de mim, não, não é. Eu não posso sentir o teu amor porque estou morta. Minha alma não é infinita e ela nunca existiu.
Não sejas tão abléptico e suma logo da minha frente ou queimarei teu coração, assim como faço ao meu. E eu posso queimar mais? Oh meu Deus! Mais que isso? Porque tão cruel assim? Eu não queria… Meu amor, por favor, espere. Não, não vá. Não me deixe só aqui, por favor. Es… Está tão escuro. Lembra que tenho medo do que não vejo? Eu não pedi para ser assim, mas a tristeza anda em mim. O tanto que meus olhos te iluminam é o tanto que ele te esfaqueia… Corra!
Sou tão estúpida que nem consigo ser feliz te esfaqueando, alias consigo sim, sempre que te vejo chorar… Ah! É… Eu gosto, alias eu devo gostar muito disso… Mentira! Eu não sei quem sou.
A cada vez que me vejo fazer-te mal, eu também me vejo queimar instantaneamente num lago de fogo imortal… Ah meu amor, está vendo aquilo? Lá embaixo? É! São os pedaços de suas lágrimas que vêm à mim como pedras e me machucam muito, por isso sangro tanto assim. Algumas são tumores. Mas não se preocupe porque sempre tento desviar.
Sugiro que vá. Vá e não voltes mais. Deixe por conta do demônio que já tomou conta desse resto de mim… Ele sabe bem o que fazer. Mas não quero fazer de mim a tua dor.
Lúcia vá e não voltes mais. Lúcia? Lúcia? Ah! Finalmente deixar-te-ei em paz… Perdoe-me! Oh Perdoe-me! Eu só… Ah meu Deus! Eu… Não sabia que era você.
- Mandy L.
