"Felicidade. Disse o mais tolo: felicidade não existe." Julieta Negra
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“Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.”
— Fernando Pessoa  (via capitanias)
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“Em tantos milênios, os humanos nunca entenderam o amor. Quanto é físico, quanto está na mente? Quanto é acidente, quanto é destino? Por que casamentos perfeitos se desintegram e casais impossíveis prosperam? Não sei as respostas nem um pouco mais que eles. O amor simplesmente está onde está”
 A Hospedeira. (via versificar)
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“Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece.”
Caio Fernando Abreu.  (via 10reais)
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“Guardei o beijo que você me deu.”
— Papas na Língua
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“O amor era, acima de tudo, compromisso e dedicação, era acreditar que o passar dos anos com uma determinada pessoa iria criar algo maior do que a soma daquilo que ambas poderiam conquistar separadamente.”
Nicholas Sparks.     (via versificar)
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“É que, se eu falo com você, sinto vontade de nunca mais parar. Se estou contigo, sinto vontade de nunca mais te largar. E é isso que é impressionante. Porque você me ganha, e não perde nunca mais.”
Because, I love you. (via versificar)
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“Desejo a você: Cheiro de jardim. Namoro no portão. Domingo sem chuva. Segunda sem mau humor. Sábado com seu amor. Filme do Carlitos. Chope com amigos. Crônica de Rubem Braga. Viver sem inimigos. Filme antigo na TV. Ter uma pessoa especial - e que ela goste de você. Música de Tom com letra de Chico. Frango caipira em pensão do interior. Ouvir uma palavra amável. Ter uma surpresa agradável. Ver a Banda passar. Noite de lua cheia. Rever uma velha amizade. Ter fé em Deus. Não ter que ouvir a palavra não. Nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança. Ouvir canto de passarinho. Sarar de resfriado. Escrever um poema de amor, que nunca será rasgado. Formar um par ideal. Tomar banho de cachoeira. Pegar um bronzeado legal. Aprender um nova canção. Esperar alguém na estação. […]Uma festa. Um violão. Uma seresta. Recordar um amor antigo. Ter um ombro sempre amigo. Bater palmas de alegria. Uma tarde amena. Calçar um velho chinelo. Sentar numa velha poltrona. Tocar violão para alguém. Ouvir a chuva no telhado. Vinho branco. Bolero de Ravel. E muito carinho meu.”
Carlos Drummond de Andrade  (via versificar)
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- O Beijo da Morte

Era noite, estávamos nós duas deitadas em cima do carro a olhar o esplendor da lua porque a horas atrás o carro parou no meio da estrada vácua e não mais funcionou. Mas o frio nos conteve e nos obrigou a entrar no carro.

Minutos após, vimos uma luz aparentemente de carro e tu saíste correndo em direção à estrada acenando com as mãos para cima e gritando. Com a iluminação da lua pude ver que era uma carreta e que havia escrito nela “Açougue”. Depressa corri e a puxei pelas mãos. Dois homens saíram de dentro da carreta correndo em nossa direção, um deles estava a segurar um gancho que parecia ser afiado, pois brilhara com a luz da lua e, enquanto um deles ficou a observar o que havia em nosso carro o outro correra atrás de nós.

Correndo, ficamos cansadas e parecia que a nossa má companhia não. Eu tropeçara e consequentemente tu comigo, mas o homem parecia ter caído também. Começamos a nos rastejar lentamente pelo chão quando de repente o gancho atingiu o meio dos nossos rostos que uniam-se sem pressa a aquele momento pavoroso, rapidamente nos levantamos e tornamos a correr. Paramos quando olhamos para trás e nada vimos. Decidimos subir numa árvore alta e lá ficamos por poucos minutos antes do homem chegar e ficar a olhar para todos os lados a nos procurar lá embaixo.

Ele nos caçara e nós o observáramos. De súbito percebemos uma cobra descendo pelo teu ombro, logo tu começara a chorar e eu tampei tua boca com a mão enquanto a cobra descia por nossos corpos em direção ao chão. A mesma se aproximou daquele homem que sentara encostado a árvore e ligeiramente o picou seguido de enrola-lo sobre seu invertebrado corpo e sufoca-lo até sua morte para sua degustação.

Após algum tempo ali paradas, encostei-me a árvore com as pernas ao meio daquele toco e tu ficastes ao meu meio, de costas e encostada em mim. Eu te alisara e sentira tua pele fria e arrepiada. Eu passara as mãos por tua perna direita, subindo vagarosamente por tua virilha, chegando a teu queixo virei devagar o teu rosto de forma que nossos lábios pudessem se tocar.

Enquanto nos beijávamos, eu desabotoara a tua calça e abria teu fleche com a mão direita. Beijando-te pausadamente, eu fazia movimentos leves e circulares na tua vagina por cima da tua calcinha que, logo em seguida pus minha mão por dentro da mesma e pude senti-la toda molhada.

Em seguida, fiquei extremamente excitada e, parando nosso beijo, te fiz sentar de frente para mim, pus tuas pernas por cima das minhas, te abracei forte e ofegante de excitação enquanto fazia movimentos por cima do teu clitóris entre delicadas mordidas e chupadas no teu pescoço. Assim, arrancando teus suaves gemidos de prazer enquanto eu já me sentia molhada.

Então deitei teu corpo ainda com as pernas por cima das minhas, levemente desci tua calça até tira-la e colocando-a abaixo do teu pescoço pra que não viesse a se machucar. Com tuas pernas abertas entre minha cintura, principiei a beijar teu abdômen, subindo com minha boca até teus seios juntamente a tua blusa e teu sutiã, imediatamente me pondo a chupa-los e aperta-los rodeando minha língua e minhas mãos por eles.

Tornei a descer com minha boca pelo teu corpo chegando a tua vagina e depressa lançando minha língua por toda ela, envolvendo minha saliva no teu gozo, sugando teu clitóris com movimentos variados e, com minha mão esquerda por baixo de tuas costas e a direita à minha vagina pelo período do tempo em que viemos a ter um orgasmo.

Posteriormente nos abraçamos de frente uma a outra, abraçamo-nos fortemente na forma que pudéssemos sentir segurança e não mais o medo. Eu olhei seriamente aos teus olhos que brilhavam com o reflexo da lua. Levei meus lábios de encontro aos teus iniciando um beijo calmo e te abraçando densamente.

A seguir, te ajudei a por tuas vestes, encostei-me à árvore e tu ficastes deita dentre minhas pernas com meus braços envolvidos ao teu corpo. Ficamos em silêncio enquanto erámos possuídas pelo sono e ouvíamos os sons que o vento causara nas árvores e suas folhas caíam sobre o solo molhado por orvalho. E no frio dormimos.

Ao acordarmos percebemos que, talvez, mas por um acaso tivemos o mesmo sonho/sensação da noite passada, assim percebemos ao olhar para baixo e não haver nada ou alguém morto como achávamos que havia. Então pulamos da árvore e com mina mão direita entrelaçada a tua esquerda caminhamos perante o nascer do sol até o nosso carro e a estrada vazia.

Ao entrarmos, olhamos a data que era 12/12/12 às 04h30, sorrimos umas para outra ao lembrarmos que seria o dia em que, possivelmente, o mundo acabara, quando vimos algo no céu que parecia uma estrela… Só que não, era um cometa que destruíra nossas vidas desgraçadas de felicidades. E assim terminamos nossas vidas em um beijo de morte. Mas quem sabe se na morte a vida não seria melhor?!

- Mandy L.

POST IN 12.06.2013 - 0 NOTES - REBLOG THIS

- Restos de Mim, Lúcia

Tu não precisas perdoar-me. Nem deves. Somente o que tens a fazer é não mais vir me ver. Eu não mereço você, aliás, nunca mereci. E foi exatamente isso que sempre corroeu a minha alma… Desgastada fiquei quando fui capaz de trair-te. Naquele dia eu tirei o último pedaço de mim, aquele resto de coração que tu amavas. Não sinto-me digna de nada, bem menos de ninguém.

Não escrevas à mim cartas nem cartaz. Não espalhes teu amor por mim porque ele é infame, na verdade ele não existe… Ele não pode existir… Oh, não, não, não… Ele não pode existir isso não é digno de mim, não, não é. Eu não posso sentir o teu amor porque estou morta. Minha alma não é infinita e ela nunca existiu.

Não sejas tão abléptico e suma logo da minha frente ou queimarei teu coração, assim como faço ao meu. E eu posso queimar mais? Oh meu Deus! Mais que isso? Porque tão cruel assim? Eu não queria… Meu amor, por favor, espere. Não, não vá. Não me deixe só aqui, por favor. Es… Está tão escuro. Lembra que tenho medo do que não vejo? Eu não pedi para ser assim, mas a tristeza anda em mim. O tanto que meus olhos te iluminam é o tanto que ele te esfaqueia… Corra!

Sou tão estúpida que nem consigo ser feliz te esfaqueando, alias consigo sim, sempre que te vejo chorar… Ah! É… Eu gosto, alias eu devo gostar muito disso… Mentira! Eu não sei quem sou.

A cada vez que me vejo fazer-te mal, eu também me vejo queimar instantaneamente num lago de fogo imortal… Ah meu amor, está vendo aquilo? Lá embaixo? É! São os pedaços de suas lágrimas que vêm à mim como pedras e me machucam muito, por isso sangro tanto assim. Algumas são tumores. Mas não se preocupe porque sempre tento desviar.

Sugiro que vá. Vá e não voltes mais. Deixe por conta do demônio que já tomou conta desse resto de mim… Ele sabe bem o que fazer. Mas não quero fazer de mim a tua dor.

Lúcia vá e não voltes mais. Lúcia? Lúcia? Ah! Finalmente deixar-te-ei em paz… Perdoe-me! Oh Perdoe-me! Eu só… Ah meu Deus! Eu… Não sabia que era você.

- Mandy L.

POST IN 11.06.2013 - 1 NOTES - REBLOG THIS
“Me desculpe! Eu não deveria ter sentido tanto, eu não devia ter dito tanto, talvez eu devesse ter feito pouco, esperado, talvez eu pudesse ter feito dar certo, se tivesse guardado só pra mim. Mas, era meio complicado, sentir tanta coisa, ter tanto a falar, tanto a fazer por nós.”
Orquestrando.  (via refez)
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POST IN 11.06.2013 - 101574 NOTES | (VIA/SOURCE ) - REBLOG THIS
“Eu quero blusas molhadas em um dia de domingo, chaves esquecidas em cima do criado-mudo, gavetas compartilhadas. Eu quero alguém que me peça para apagar as luzes do quarto, eu quero te importunar com a pasta de dentes esquecida no ralo da pia. Quero beijos, abraços, carinhos, mordidas, puxões de cabelo, arranhões e duas costas suadas e vermelhas quando a noite nos banhar. Eu quero rir do teu desespero ao se deparar com o primeiro fio de cabelo branco, e te acalmar dizendo que tua beleza ficará ainda mais evidente. Quero brigar, xingar, chorar, me arrepender. Mas que o arrependimento não dure mais que o tempo de ir à floricultura e te trazer suas rosas preferidas em sinônimo de perdão, que as lágrimas não falem mais alto que os sorrisos de quem ama. Antes de mais nada, quero arrumar uma desculpa boba para te ligar e ouvir a sua voz sonolenta. Quero te cobrir de elogios e me deparar com suas maçãs rosadas, quero bagunçar seu cabelo e tirar fotos suas forçadas. Serão as minhas preferidas. Quero assistir filmes nos dias de sol e dançar valsa sem som na chuva de inverno. Quero sentir o teu perfume naquela blusa horrorosa que você comprou e eu nunca deixei de usar. Eu quero dizer que te amo, e mais do que isso, quero te amar. Te amar quando você acordar de manhã e estiver sem maquiagem, te amar quando esconder o rosto de mim, te amar quando fizer manha para conseguir desmanchar o meu mau humor. Quero te pedir para que me deixe te cuidar quando estiver doente, te chamarei de teimosa por não tomar os remédios na hora certa e você me baterá de leve. Quero que me escreva cartas em anônimo, quero estar ao teu lado no porta-retratos da sala. Vou chegar estressado do trabalho e me derreter com as tuas insistências de carinho. Quero te ver descendo as escadas da nossa casa no campo e dizer, como se fosse a primeira vez: Você está deslumbrante. Quero acariciar o teu pescoço e te fazer fechar os olhos, correr atrás de ti só para fazer graça, bagunçar o sofá e quando cansarmos, eu vou te beijar e te fazer adormecer. Me declararei em silêncio todos os dias, olhando você dormir sem que me perceba. E quando chegar a hora, quero que pule em meus braços e diga que teremos que reformar o quarto de hóspedes. Nove meses se passarão e eu sentirei na pele o que é angústia, mas vou chorar de alegria quando o silêncio for rompido e eu ouvir um choro de criança. E depois, escolheremos o nome, pintaremos o quarto, escolheremos um berço. E você estará anda mais linda carregando um bebê com os seus olhos. Ele crescerá, me dará dor de cabeça e te fará ter inúmeros cabelos brancos, que agora você esconde com um óculos de grau e cabelos presos. Você arrancará seu primeiro dente de leite e eu descontarei uma moeda do bolso. Você me ajudará a fazê-lo dormir enquanto escondo os presentes embaixo da árvore de Natal. E quando ele já não acreditar mais, você me dirá que o tempo passou rápido demais. Depois do trabalho, vou preferir ir para o bar conversar asneiras com amigos barbudos, mas quando estes me perguntarem sobre a minha família, eu tirarei orgulhoso da carteira a foto que nós três tiraremos na praça da rua de baixo, exatamente onde demos nosso primeiro beijo. Estaremos juntos na porta do jardim em seu primeiro dia de faculdade. Seremos só nós dois outra vez, como há trinta anos atrás. E virão os netos, as alegrias, as lembranças, o álbum de fotografias… Esperar. Esperar para que o tempo desenrole as nossas rugas e nos faça eternos como almas. Há quem diga que o amor não vale a pena, mas também há quem diga que só valeu a pena porque amou.”
Cinzentos.    (via percorrido)
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