Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia, capaz de ferir e de curar.
— Alvo Dumbledore (via s0litarius)
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
 Cora Coralina.  (via cerejeiro)
Minha frieza vai além dos gélidos ventos de inverno, vai além de icebergs paralisados sob a branca névoa polar; Não sei ao certo. Nunca dá pra ter certeza quando o assunto é meus sentimentos embaraçados, mas… é como se eu não precisasse de nada, de ninguém, e ainda sim me sentisse sozinho, carente, vazio, esperando por alguém entrar pela porta e me chamar de seu; Dizer que me ama como nunca amou alguém.
Annd Yawk.   (via palavrisses)
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A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?
Charles Chaplin.  (via cerejeiro)
Que pena
que flores não
toquem corações
e que chás jamais
curem solidão.
José.   (via resiliencia-da-alma)
Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar. Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar. E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar. E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar. E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar. Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar. Depois os dois deram-se os braços como a muito tempo não se usava dar. E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar. E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou. E foi tanta felicidade que toda cidade enfim se iluminou. E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais. Que o mundo compreendeu e o dia amanheceu em paz.
Chico Buarque e Vinicius de Moraes.  (via palavrisses)
1

enchertudodeamor:

Sim, “Felicidade é só questão de ser” !

3

Vamos dormir juntos, porém separados.

aqui
nesta pedra

alguém sentou
olhando o mar

o mar
não parou
para ser olhado

foi mar
pra tudo quanto é lado

Paulo Leminski (via oxigenio-dapalavra)
29

peitomorto:

ando tão à flor da pele
meu desejo se confunde com a vontade de não ser

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100 anos com Vinicius de Moraes

Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes nasceu em 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro. Ele adotou o nome Vinícius de Moraes ainda quando criança. No livro “Elegia Quase Uma Ode” (1937), declarou: “Quem me dera… ser apenas Moraes sem ser Vinicius!”

Quando era menino, fazia concertos de piano para os moleques de sua vizinhança. A garotada não sabia, porém, que o instrumento — uma pianola — tinha um recurso automático que executava sozinho as canções. Vinicius apenas simulava a interpretação das peças.

Fez seu primeiro poema aos 9 anos. Dedicou-o para uma menina chamada Cacy, por quem estava apaixonado na época. Recebeu dos amigos o apelido “poetinha”. 

Formou-se em Direito em 1933. Também estudou inglês na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Casou-se nove vezes. Com sua primeira esposa, Beatriz Azevedo de Mello, a Tati, selou a união por procuração em 1940. Os dois ficaram juntos por 10 anos. Depois, ainda trocou alianças com Regina Pederneiras, Lila Maria Esquerdo e Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nelita Abreu Rocha, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues Santamaría e Gilda de Queirós Mattoso. Certa vez, Cristina Gurjão, morta de ciúmes, quase matou o poeta ao acertar sua cabeça com um candelabro de estanho.

Em 1943, iniciou sua carreira diplomática ao entrar no Itamaraty. Foi vice-cônsul em Los Angeles (EUA) e atuou nos consulados da França e do Uruguai. Após a edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que deu poderes amplos à ditadura dos militares, todos os diplomatas brasileiros homossexuais e que tinham fama de festeiros foram aposentados compulsoriamente. Vinicius foi um deles, que, de volta ao Brasil, fez questão de declarar: “Eu sou bêbado!”.

Junto com o compositor Baden Powell, Vinícius se trancou em seu apartamento em 1962 para escrever músicas. Eles ficaram lá por duas semanas. Compuseram cerca de 20 sambas e beberam três caixas de uísque.

Ele e Toquinho estabeleceram a famosa parceria em 1969. A dupla ficou unida até 1980, ano da morte de Vinicius. Juntos, compuseram “Tarde em Itapuã”, “Regra Três” e “Maria Vai com as Outras”.

Em 1946, Vinicius e o cronista Rubem Braga sofreram um acidente num hidroavião da Air France a caminho do Uruguai. A hélice do avião se soltou e entrou na cabine, matando o passageiro que viajava à frente do poeta.

Morreu no dia 9 de julho de 1980, aos 66 anos. No dia anterior, um repórter lhe perguntou se estava com medo da morte. “Não, meu filho. Eu não estou com medo da morte. Estou é com saudades da vida”, disse.

Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios. Garanto que uma flor nasceu. Sua cor não se percebe, suas pétalas não se abrem, seu nome não está nos livros. É feia. Mas é realmente uma flor. Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma insegura. Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se. Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
— Carlos Drummond de Andrade.  (via sempreporperto)
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Poeta é autor ou autoria?
Será que ele mesmo não é poesia?
Se arma com sua caneta ou a potente máquina de escrever
Some em meio aos delírios, faz a poesia nascer

Poeta faz da inspiração um canto
Ou sua criação é encanto?
Transforma a tristeza em versos com muita bravura
Poeta tem um coração inveterado por literatura

Poeta abraça o mundo todo com palavras
Que brotam de uma terra julgada como seca
Poeta faz nascer beleza onde não tinha nada
Faz de sua amada a mais bela princesa

Poeta é o mais delirante sonhador
De um mundo consumido pela mentira
A balança que pesa a dor e o amor
Que existe pela tão incompreendida vida.

Otávio L. Azevedo (via oxigenio-dapalavra)
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We have art in order not to die of the truth.
— Friedrich Nietzsche (via oxigenio-dapalavra)
JULIETA NEGRA
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